Sumário Econômico 1552

Produção industrial recua 1,8% no mês - Segundo os últimos dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial teve queda de 1,8% em setembro, após retração de 0,7% em agosto e de 0,2% em julho, em comparação com o mês imediatamente anterior nos dados com ajuste sazonal. O índice acumulado nos noves meses do ano variou em 1,9%, continuando os resultados positivos vistos desde abril do ano passado (-0,1%). A maior influência no período foi o aumento de +2,2% na indústria de transformação, enquanto a extrativa aumentou 0,3%. O índice acumulado nos últimos 12 meses terminados em setembro de 2018 variou em +2,7%, continuando a tendência dos últimos 12 meses. O maior impacto nesse resultado foi o aumento de 3,1% na indústria de transformação, que, apesar de positivo, é o menos intenso dos últimos seis meses.

O desafio fiscal - Um dos maiores desafios da equipe econômica do próximo governo, se não o maior, será o enfrentamento do desequilíbrio fiscal, que é um dos problemas estruturais mais graves da economia brasileira atualmente. Dentre as despesas obrigatórias, a mais problemática é a conta da Previdência. Portanto, para enfrentar o déficit fiscal, será necessário enfrentar o desequilíbrio nas contas da Previdência Social, que cresce de maneira acelerada (atualmente quase 5,9% acumulado no 3º trimestre em termos reais). De janeiro a setembro deste ano, tivemos um déficit primário de R$ 81 bilhões. Para reverter esse quadro, é necessário uma retomada mais forte do crescimento econômico, que não só produza um aumento maior das receitas fiscais, mas também faça com que a taxa de juros incidentes sobre os títulos que compõem a dívida pública fique em patamar inferior ao do crescimento do PIB.

Políticas de apoio às MPEs - Na parte da tarde do dia 5 deste mês, reuniram-se, em Brasília, na sede da Secretaria Especial da Micro e da Pequena Empresa, e via web, agentes públicos e representantes das entidades do segmento para participar da terceira reunião sobre a política de apoio e desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Tendo como eixos as orientações do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a metodologia utilizada pelo Banco Central do Brasil (Bacen) para efetuar projetos, é importante reconhecer que as discussões avançaram para a melhor organização do trabalho, uma vez que a sua estrutura já está montada. A metodologia do Bacen parte da visão de que a entrega de benefícios encontra-se acima da visão da solução de problemas.

Energia eólica - A Organização das Nações Unidas (ONU) classifica a energia eólica como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e a colocou como prioridade para investimentos no incentivo à chamada economia verde. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), a produção de energia eólica no País, em setembro de 2018, atingiu a marca de 14 gigawatts (GW) de capacidade instalada. De acordo com a Abeeólica, a fonte eólica tem mostrado um crescimento consistente, passando de menos de 1 GW em 2011 para os 14 GW de agora, completamente conectados à rede de transmissão. A exploração comercial da energia eólica no Brasil começou em 1992, quando foi instalado o primeiro aerogerador em Fernando de Noronha (PE). A matriz atual conta com 298 usinas eólicas instaladas e coloca o País como líder do setor no mercado sul-americano.

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